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Discovery Cove- Uma pausa revigorante

Guardei para o último posto sobre Orlando, o que para mim foi o melhor momento da viagem . Desde criancinha eu tinha o sonho de ter um golfinho. Queria o meu Flipper, para nadar, brincar e viver mil aventuras. Como não sou bióloga marinha nem treinadora de mamíferos marinhos, tive de esperar pela realização deste sonho durante anos. Por isso, desta vez decidi que iria fazer a interação com golfinhos do Discovery Cove mesmo estando em Orlando no inverno.  Foi sensacional!

O maior receio era de estar muito frio ou chovendo no dia marcado. Por isso, lá vai a primeira dica. O parque te dá a chance de remarcar o passeio por questões climáticas, por isso marque sua ida em uma dia no meio da viagem para que você tenha outra opção de data caso chova muito.

Compramos os ingressos que dão direito a outros parques do Grupo ( Sea World, Aquatica e Bush Gardens). Tinha planejado chegar cedo no parque, fazer a interação com os golfinhos, almoçar e partir para o Sea World ou Aquatica para aproveitar o resto do dia.  Não foi o que aconteceu! O parque é tão maravilhoso e relaxante, que passamos o dia inteiro nele e saímos no último minuto.

O sistema é all-inclusive. Pelo preço do ingresso, você terá direito a café da manhã, almoço, lanches e bebidas o dia inteiro ( inclusive alcoólicas), aluguel de roupa de mergulho, snorkel, armários para guardar pertences, etc. Você só vai gastar dinheiro com lembrancinhas , fotos e vídeo do momento que estiver com os golfinhos. Chegue cedo, não só para aproveitar as delícias do parque como também para marcar sua interação com os golfinhos no horário que for mais conveniente.

Ao chegar, os convidados fazem um check-in como se estivessem chegando a um hotel, onde você ganhará credenciais com foto, mapa do parque e instruções gerais sobre sua estadia. Tivemos muita sorte. O dia de inverno estava ensolarado e com temperatura super agradável, mesmo assim todos usamos roupas de neoprene para garantir mais conforto durante os mergulhos.

A organização do parque é impecável, após toamr o seu café da manhã em um Buffet, você é direcionado  para os vestiários, onde são emprestadas toalhas, roupas de mergulho, mascaras e snorkel. Tudo sem estresse, sem filas. O parque tem um número limitado de visitantes por dia para garantir este conforto. Pessoas com necessidades especiais são bem vindas, pois eles oferecem cadeiras de rodas especiais para praia. É preciso apenas avisar no momento da reserva.

Seguimos para a Stingray Lagoon  e o Tropical Reef(lagoa das arraias e barreira de Corais tropicais ) para um mergulho de snorkel. A lagoa é repleta ( repleta !!!!) de peixes tropicais e arraias de varias espécies. Incrível. Mesmo aqueles que estão acostumados com o mergulho ficam fascinados com a diversidade e quantidade de peixes. As arraias são um capítulo a parte, pois são de todos tamanhos e super dóceis. Não há como resistir a um carinho. Todas com o ferrão retirado para não haver problemas. As crianças de todas as idades podem participar. Não há perigo algum. Acredite! Se jogue na água sem medo!

Não se surpreenda se ao final desta lagoa você der de cara com um tubarão ou uma barracuda. Eles estão em outro tanque, separados por um grosso vidro, mas a sensação é que eles estão nadando bem ao seu lado.

Enfim, para os que amam vida marinha, esta é uma oportunidade de estar ao lado de muitos peixes e arraias sem esforço algum. Uma aula de biologia marinha para toda família. Esqueci de falar que no local onde as roupas de mergulho são entregues, eles também emprestam filtro solar e tábuas de peixes. Um pequeno cartaz impermeável que você pode levar para o mergulho para identificar as espécies que encontrar. Relax total! Repetimos o mergulho algumas vezes, entre uma descansada na praia, um drink ou um sorvete.

Você acha que já entendeu por que passamos o dia inteiro por lá? Calma! Ainda tem mais. O parque conta ainda com um rio de água doce levemente aquecida que leva o visitante ao um passeio por dentro de um viveiro tropical de aves. No caminho, cachoeiras, cavernas, lagoas e uma leve correnteza, que te levará pelo leito do rio sem esforço. Aqui é fácil aplicar a máxima das crianças e repetir o passeio de novo..de novo…de novo. Perdi a conta.

Entre um mergulho e outro, chegou a hora da atração mais esperada: a interação com os golfinhos. Somos levados para um quiosque, onde uma treinadora/bióloga passa instruções gerias e informações sobre os mamíferos. Somos então levados em grupo de 7 pessoas para a lagoa, onde acontecerá o grande encontro. Saiba que somente crianças a partir de 8 anos podem participar da interação. Um fotógrafo e um câmera registram tudo. Você terá de pagar a parte por este registro, mas ao final você levará uma bela lembrança com fotos também tiradas por outros profissionais que ficam espalhados pelo parque.

Só de estar em pé nesta lagoa onde os golfinhos estão já nadando já me emociona. Queria tanto este momento que entrei em uma espécie de frenesi. Confesso! Mas, foi tudo que eu imaginava. A interação dura uns 40 min. Recebemos explicações sobre os animais, hábitos alimentares, anatomia, etc. temos a oportunidade de acariciarmos seu dorso, calda, damos beijinho  e participarmos de um show particular, onde eles fazem acrobacias respondendo aos nosso comando que acabamos de aprender. As crianças adoram. O ponto alto é quando somos convidados para nadar com um golfinho. Acredito que este nado durou uns poucos 30s. Fica um gostinho de quero mais. Neste momento queria ficar indo de lá para cá ininterruptamente. Por que não foi possível?? Afinal eu , e toda a torcida do Flamengo, queremos a mesma coisa. Enfim, parece pouco, mas para mim foi mágico.

Foi um dia magnífico! Funcionou como um  pausa refrescante e relax para a correria dos outros parques. O Discovery Cove é um verdadeiro Oasis, e proporciona para toda a família um dia perfeito, daqueles que você lembrará para o resto da vida. Para mim, este foi o grande momento da viagem.

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Sea World – O reino da baleia Shamu

Os apaixonados pela vida marinha tem um lugar especial em Orlando. O Sea World foi inaugurado em 1973 com o objetivo de oferecer aos visitantes um contato próximo com os animais que habitam os oceanos e, ao mesmo tempo, informar sobre a preservação destas espécies e seus habitats.  Esta é uma visita mais relaxada, pois você vai apreciar uma serie de exibições destes animais e observá-los de perto nos diversos setores  do parque. Mas, os viciados em adrenalina, também terão o que fazer, pois aqui se encontram duas montanhas-russas imperdíveis e uma aventura molhada na cidade perdida de Atlândida.

Para acompanhar os shows, fique atento aos horários. As atrações que envolvem animais são realizadas apenas duas vezes ao dia, portanto programe seu trajeto de acordo com os seus interesses. A programação é distribuída na entrada do parque.

O Blue Horizon é um belo show com golfinhos, baleias semi-orcas e pássaros exóticos. Os treinadores se apresentam de forma teatral e acrobática. É muito bonito. Para observar os golfinhos de perto, siga para o Dolphin Cove, onde você poderá alimentá-los (por um preço extra) e observá-los em um imenso tanque.  O local tem ainda um ponto de observação subterrâneo para acompanhar os golfinhos através do vidro. No mesmo setor, mamãe e filhotes podem ser vistos de perto no Dolphin Nursery. As crianças adoram, até por que no local treinadores e biólogos ficam à disposição pra dar informações.

A mais nova atração do parque é a montanha –russa  Manta.  Criada para simular o nado de uma arraia manta, o inusitado é que os passageiros são colocados em um carrinho deitados em baixo das nadadeiras do animal. É muito esquisito e ao mesmo tempo bom.  Vale a pena experimentar. Para ambientar o local Manta, foi criado um enorme aquário com Arraias de todas as espécies,  que pode ser observado enquanto se espera na fila.

A outra montanha-russa do parque é a Kraken. É a mais alta, mais longa e mais rápida de orlando, definitivamente para iniciados.  O carrinho não tem piso e os passageiros ficam sentados com os pés soltos. UAU!  Só para lembrar, minha filha e amiga estão com 11 anos e já tem altura para ir em todas estas atrações. Elas não perderam nenhuma oportunidade e se divertiram muito. Cabe os pais analisarem o perfil dos seus filhos e decidirem se eles podem ir.

Ao lado da Kraken fica a Journey to Atlantis, uma montanha russa molhada, onde percorremos de barco um rio com algumas quedas, reservando maior delas para o final. É para encharcar! Roupas extras são recomendadas, caso contrário, você se verá em seguida comprando calças, shorts e camisetas nas lojas de souvenirs .

Voltando às atrações com animais marinhos, outro show concorrido é o Clyde and Seamore Take Pirate Island, onde o treinador caracterizado de pirata se envolve em muitas brincadeiras com o seu fiel companheiro Clyde, um leão marinho. Durante o show, são apresentados outros animais, como focas, lontras, etc.. Para observar estes animais de perto, o parque criou uma área chamada Pacif Point Preserve.  Existe ainda uma área para a observação de pinguins, Penguin Encounter, peixe-boi,  Manatee Rescue, e tartarugas marinhas, Turtle Point.

Os Tubarões merecem destaque em um enorme aquário, que pode ser observado em um túnel subterrâneo que te deixará bem perto destas criaturas como também de barracudas, enguias e peixes diversos. Para observá-los com calma, almoçamos no Shark Underwater Grill. Este restaurante fica em uma área subterrânea, onde todas as mesas são voltadas para a parede de vidro do aquário. A comida é muito boa e o carro forte são frutos do mar. É necessário fazer reserva. Fizemos a nossa logo que entramos no parque no Guest Center localizado logo após as bilheterias.

Os animais do Artico ganharam uma área reservada chamada Wild Artic. A atração começa com a simulação de um voo de helicóptero, que o levará há uma base cientifica onde você poderá conhecer vários animais que habitam o ártico, como baleias belugas e o urso polar.

Pra finalizar, a principal atração do parque: as grandes, famosas e majestosas baleias orcas. O show das baleias, One Ocean,  foi reformulado depois do acidente. Quando estive por lá em 2008 tive a oportunidade de ver o show anterior , Believe, que mostrava varias interações dos treinadores com as baleias dentro do tanque e  até  tinha um momento que uma criança era chamada para fazer carinho e dar peixe para a Shamu. Coisas impensáveis hoje em dia.  Não posso negar que o show perdeu muito em impacto, mas ainda é uma atração impressionante, por que as orcas são animais incríveis e belos.  Fique atento aos horários dos shows e, se quiser um bom lugar, chegue pelo menos 30 min antes do começo. Os primeiros degraus são chamados de WET Zone. Quem senta lá está disposto a levar banhos das baleias. Não tenha dúvidas que estas pessoas saem de lá encharcadas. Se esta for a sua intenção, jogue-se!

Perto desta atração, os menores podem se divertir no Shamu’s Happy Harbour , que oferece um playground , montanha russa e brinquedos mecânicos para crianças menores, mas que diverte igualmente os pré-adolescentes e adultos.

O dia termina e todos  saímos felizes por termos chegado tão perto destes animais fascinantes. Claro que sempre tem um conflito interno quando pensamos que eles não mereciam estar em cativeiro. Sempre penso nisso, quando vou aos aquários e zoológicos! Mas, ao mesmo tempo, sabemos que aqui eles estão sendo bem cuidados e que o grupo que é responsável pelo parque desenvolve varias ações de preservação e pesquisa da vida marinha. Vale a pena conhecer.

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Natal em Curitiba

Em Curitiba , Paraná, acontece todos os anos uma das grandes atrações natalinas do nosso país.  O Natal do HSBC – ou do Palácio Avenida , é um  espetáculo de luz e fogos de artifício onde a atração principal é um coral de 160 crianças, oriundas de um projeto social desenvolvido durante o ano pela instituição finceira.  As crianças ficam espalhadas pelas janelas do prédio histórico localizado na Rua XV de Novembro, que também é a sede do HBSC.  O coral apresenta todos os anos uma seleção de hits natalinos e canções nacionais e internacionais. Morei em Curitiba em 2005/2006 e fui assitir a apresentação uma vez. É impossível não se emocionar.

O Coral do HSBC está no seu 21º ano e 400 pessoas participam da organização. Todos os anos, cerca de 200 mil pessoas assistem às apresentações. Os ensaios começam logo no início de fevereiro, e só terminam dias antes da primeira apresentação, que começa no fim de novembro. As crianças participantes são, em sua maioria, abrigadas em 11 Casas Lares de Curitiba e região metropolitana.

O tema deste ano é “O Poder da Música”, que mostrará a capacidade de transformação que a música tem na vida das pessoas. A grande novidade será a participação do  artista brasileiro Marcos de Oliveira Kazuo, do Cirque du Soleil, como mestre de cerimônia. O evento promete surpresas para o público, que vai poder interagir com Kazuo através de uma plataforma que eleva o espectador e o transforma em parte do espetáculo. No total serão 18 canções natalinas. Durante o espetáculo, seis crianças vão tocar violino e os shows ainda vão contar com a presença de quatro bailarinos profissionais de Curitiba.

As apresentações começarão no dia 25 de novembro e seguirão até o dia 18 de dezembro, de sexta-feira a domingo, sempre às 20h30.

Dicas
Chegue cedo para conseguir um bom lugar. Milhares de pessoas se aglomeram no calçadão da XV todas as noites de apresentação. As pessoas assistem ao espetáculo de pé. Crianças pequenas verão melhor o espetáculo nos ombros de um adulto, pois a aglomeração é grande e não sobre nehum espaço para a circulação de pessoas na hora do espetáculo. é quase como a área do gargarejo de um show de rock. Por isso, acho melhor se programar e reservar  lugar em alguns restaurantes e hotéis da região que têm vista para o palácio. Evite ir de carro, pois não há lugar para estacionar.E, por fim, não abra mão dos casacos e capas de chuva. Quando fui assitir a apresentção, estava usando meu casaco de couro e minha filhota toda encapotada em pleno novembro. O clima curitibano é europeu. Acredite!

O jornal Gazeta do Povo fez materia recente com vídeo com a previa do espetáculo deste ano. Veja aqui.

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Os fortes que protegem o Rio de Janeiro

Que tal passar uma tarde em um local histórico, com uma paisagem de tirar o fôlego e, ainda de quebra,  pertinho ou dentro da cidade? Este final de semana resolvemos explorar os fortes abertos a visitação da Cidade do Rio de Janeiro e arredores. Você não precisa visitá-los todos de uma vez (eu também não fui a todos), mas vale a pena incluir algum deles no seu roteiro de final de semana ( se você mora no Rio)  ou roteiro turístico se estiver na cidade a passeio.

O Rio de Janeiro foi capital colonial a partir de 1703 e ainda recebeu a família real durante um importante período da nossa história. Por esta razão, a região litorânea recebeu uma série de fortificações para proteger a cidade de invasões. Construídos em posições estratégicas, os fortes começaram a ser construídos em 1555 na entrada da Baia de Guanabara.  Dos 40 fortes existentes no Brasil, 12 dos mais importantes estão localizados na região. Alguns deles estão abertos a visitação. Conhecer estas fortalezas nos ajuda a resgatar um pouco da história do Rio e também do País, pois elas foram palco de vários momentos importantes. Além de passeio cultural, a visita aos fortes também oferece um visão diferente e privilegiada da cidade e suas belezas naturais, o que torna o programa imperdível.

Forte de Copacabana

Este é um passeio com muitas atrações. Localizado no final da Praia de Copacabana (posto 6), este foi o último forte construído no Rio de Janeiro.  Foi inaugurado pelo Marechal Hermes da Fonseca em 1914. Entrou para a História com a Revolta dos Tenentes, quando um grupo de militares organizou um levante contra o governo de Epitácio Pessoa. Em 1987 o Forte passou a ser sede do Museu Histórico do Exército.

Desde então, o local é aberto à visitação pública e é freqüentado por turistas e moradores da cidade. As crianças ficam fascinadas com o museu e os canhões a céu aberto, além da privilegiada vista para a praia de Copacabana, Arpoador e para a entrada da Baía de Guanabara.

As instalações do Forte são palco de várias atrações culturais para todas as idades e volta e meia eles  organizam programações infantis. Grupos de escolas e de turismo podem solicitar visitas guiadas e bilíngües. Consulte o site.

Para dar uma pausa relaxante, faça um lanche na filial da tradicional Confeitaria Colombo. Prefira uma mesa no lado de fora, para vocês aproveitarem o visual do mar de Copacabana, enquanto saboreiam as delicias que já eram servidas na matriz da Confeitaria na época  de inauguração do Forte.

Há pelo menos um ano, foi inaugurado no local o Café 18 do Forte, que também tem uma variedade de lanches e guloseimas que vão encantar a garotada.

Endereço: Praça Coronel Eugênio Franco nº 1 – Posto 6/ Copacabana

Horário: Terça a Domingo de 10h a 18h

 

Fortalezas de Santa Cruz, Imbuhy, Rio Branco, do Pico, São Luís e Gragoatá ( Niterói)

Este é um passeio para o dia inteiro. Aproveite que vai se aventurar pelo outro lado da ponte e faça um caminho longo, passando pela Orla Niemeyer. O caminho vai margeando a Baía de Guanabara e nele você vai encontrar , além das obras do famoso arquiteto (a principal é o MAC – Museu de Arte Contemporânea), uma série de pontos para admirar a paisagem deslumbrante. Neste caminho você passará também pelo Forte de Gragoatá. este eu nunca visitei, por que as grandes estrelas deste passeio são as fortalezas que ficam mais afastadas no final do caminho.

A Fortaleza de Santa Cruz é localizada no bairro de Jurujuba e foi uma das   primeiras a ser construída. A construção é anterior a fundação da cidade do Rio de Janeiro. As primeiras obras foram iniciadas em 1555 e o forte foi inaugurado em 1567.  Situado na entrada da baía de Guanabara, se transformou no principal ponto de defesa da cidade no período Colonial e republicano. As instalações também foram usadas como presídio. Personagens importantes da nossa história estiveram presos na Fortaleza, dentre eles Tiradentes; Bento Gonçalves, Giuseppe Garibaldi; Plínio Salgado; José Bonifácio; Euclides da Cunha; o Capitão Juarez Távora e o Brigadeiro Eduardo Gomes.

Hoje, a Fortaleza ainda abriga algumas operações do exército brasileiro.  Por isso, as visitas só podem ser feitas acompanhada de um guia do exército e algumas partes são interditadas á visitação.

A visita guiada dura aproximadamente 1 hora. As crianças aproveitam bastante a visita e ficam encantadas com os canhões, as celas e a vista privilegiada para a Baía de Guanabara e Rio de Janeiro. Depois do passeio, você pode fazer um lanche ou um piquenique improvisado nos jardins da entrada do forte, onde alguns canhões fazem a alegria dos pequenos. O local tem uma pequena lanchonete e loja de suvenir.

Siga para uma vista aos fortes do Pico e São Luís. O Forte do Imbuhy não pode ser visitado e você passará pela entrada do Forte  Rio Branco para pegar uma Van que o levará pela pequena e íngreme estrada que leva aos demais fortes. Esta visita é muito interessante, por que os fortes ficam bem no alto do pico, o que nos dá uma visão 360º da paisagem da baía de Guanabara. Ao chegar na entrada do Forte São Luís, você será recepcionado por um guia que o acompanhará pelo passeio até o forte do Pico. Os guias são muito atenciosos e  repletos de fatos curiosos sobre a arquitetura e história do local. Mas se você quiser explorar o local por conta própria não há restrições.

o deixe de entrar no Museu Marechal Osvaldo Cordeiro de Farias dentro do forte do Pico. A mostra tem artefactos usados pelos soldados da FEB ( Força expedicionária brasileira ) com destaque para a bandeira do Brasil , bordada com fios de ouro, que foi hasteada pelos soldados brasileiros na tomada do Monte castelo. Gostei muito de ver as capas dos jornais da época com a s principais notícias sobre a segunda Guerra, especialmente a capa do jornal O Globo anunciando o fim do conflito com a rendição doa alemães.

 

 

O pátio externo do forte é um mirante deslumbrante, de onde é possível  observar as principais montanhas da cidade do Rio de Janeiro, o contorno das praias até o Forte de Copacabana, além dos bairros de Niterói banhados pela baía de Guanabara. É de tirar o fôlego.

Fortaleza de Santa Cruz
Estrada Eurio Gaspar Dutra, s/n, Jurujuba-Niterói
Tel: 710-7840/711-0166
Visitas: diariamente de 9 às 17 hs

Forte de São Luiz/ do Pico/Rio Branco
Alameda Marechal Pessoa Leal, nº 265, Jurujuba-Niterói
Tel: 710-7840
Visitas: sábados, domingos e feriados de 9 às 17hs

Além desses Fortes, é possível visitar também o Forte Duque de Caxias, no Leme (ótimo para realizar piquenique) e a Fortaleza  da Conceição , no Centro. A Fortaleza de São João, na Urca, recebe visitas agendadas, geralmente de grupos de escolas.

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Natal Carioca

No Rio de Janeiro começamos a entrar no clima de natal quando observamos que a Árvore de Natal mais famosa da cidade  começa a ser montada na margem da Lagoa Rodrigo de Freitas.  Este ano, o monumento, patrocinado pela Bradesco Seguros, chega a sua 16ª edição com o tema “Um presente para a família brasileira”.  A novidade deste ano serão pacotes de presente espalhados na base da árvore, como costumamos ter em casa. Já estou curiosa para ver como vai ficar.

Se você estiver visitando a cidade ou é morador e gosta de grandes eventos. A inauguração será no dia 26 de novembro com shows de Gal Costa e Frejat. Este ano a festa acontecerá no Estadio de Remo da Lagoa.

A maior árvore de natal flutuante do mundo é sempre um espetáculo bom de se ver.  Para quem prefere observar a árvore com mais calma,  sugiro escolher um dos quiosques da lagoa, de preferência, em dias de semana, para beliscar alguma coisa e confraternizar com os amigos.  Este já virou um programa tradicional da minha família. Geralmente vamos para o Parque dos Patins, onde as crianças tem diversas atrações divertidas para escolher: aluguel de bicicletas, triciclos, cama elástica e uma árvore perfeita para escaladas infantis, entre outras. Escolhemos um quiosque no final da tarde e ficamos esperando o horário em que a árvore é acesa.  O local tem uma colônia de pescadores que levam grupos em pequenos barcos que chegam bem perto da árvore.

Vamos aguardar para ver como ela ficará ao vivo e a cores.  Mas, para matar nossa curiosidade, o vídeo abaixo simula como serão as  fases da árvore na edição 2012.

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Pelos bastidores do Theatro Municipal


O Theatro Municipal é uma das grandes jóias arquitetônicas do Rio de Janeiro, além de ser a principal casa de espetáculos da cidade.  O que poucos sabem é que é possível fazer uma visita guiada para conhecer um pouco da sua história, detalhes arquitetônicos e de seu patrimônio com várias obras de artes recentemente restauradas.

As visitas acontecem de terça a sexta de 11 ás 16 h mediante agendamento (recomendável para grandes grupos). Aos sábados não é preciso marcar horário. São distribuídas senhas por ordem de chegada e as visitas acontecem às 11, 12 e 13h.

Fiz a vista guiada com um grupo de amigos e suas crianças. Todos gostaram do passeio. Começamos no prédio anexo, onde um vídeo sobre o processo de restauração é exibido. As imagens que mostram o estado em que se encontrava os Theatro são impressionantes, além do que é fascinante ver o riqueza de detalhes do trabalho feito pelos restauradores.

Em seguida, entramos no teatro pelos bastidores e a primeira visão que temos é a parte inferior do piso do palco. Um sofisticado mecanismo que elevam e movimentam o palco, ou partes dele, impressiona, principalmente pelo fato de que a estrutura é original da construção do teatro. Passamos então pelo corredor dos camarins, que tem pisos e clarabóias de vidro, também originais da época de inauguração, que deixam o ambiente naturalmente iluminado.

O tour passa então para as partes internas do teatro onde podemos conhecer um pouco mais os detalhes sobre a história da construção e das obras de arte que enfeitam suas paredes, teto, janelas e corredores. Embora tenha sido inspirado na Ópera de Paris, de Charles Garnier, o projeto de  Francisco de Oliveira Passos (filho do então prefeito Francisco Pereira Passos) com a colaboração do francês Albert Guilbert tem um estilo considerado eclético, pois segue vários estilos arquitetônicos.

As crianças ficam encantadas com a maquete do Theatro que se encontra no foyer principal do primeiro andar. Como também com as pinturas de Eliseu Visconti espalhadas pelos ambientes. Terminamos no restaurante  Assirius, no subsolo do teatro, que tem uma decoração inspirada no palácio das 100 colunas da Pérsia. Suas colunas e esculturas com toque babilônicos despertaram a curiosidade das crianças, que se sentiram viajando no tempo.

Aproveitamos a tanquilidade do sábado no centro da cidade e vistamos também o Museu de Belas Artes, que fica no outro lado da Rio Branco ( escrevo sobre esta atração em outro post)  e depois fomos  almoças na tradicional Confeitaria Colombo. Um programa completo! Uma dica: optamos por ir de metrô. Embora muitas pessoas estacionem ao longo da Avenida Rio Branco aos sábados, achamos melhor não nos preocuparmos com a procura por uma vaga no centro da cidade.

Visita Guiada ao Theatro Municipal

Ingresso
10,00 (inteira)
5,00 (meia)

Lotação por visita

40 pessoas

Telefones para informações e reservas de visitas
21- 2332-9220 / 2332-9005

Estação de Metrô

Cinelândia ou Carioca

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A aventura de Max pela Asia

Fiquei fascinada com a aventura de um casal de amigos alemães que viajaram por 4 meses com o filho de 5 anos pela Ásia. Eles moram em Düsseldorf, Alemanha. Ano passado ficamos hospedados na casa deles durante nossas férias. Eles tinham voltado há pouco tempo da viagem, e  ficamos encantados com as fotos e histórias que eles compartilharam conosco. Por isso, resolvi fazer uma entrevista virtual com a Sabine para ela contar um pouco da sua experiência.

Como surgiu a idéia de fazer a viagem para a Asia com a família?

Nós estávamos pensando o que poderíamos fazer com nosso filho, Max, antes que ele começasse o primeiro ano na escola. Como gostamos muito de viajar, resolvemos transformar um sonho em realidade: tiramos uma licença de 4 meses no trabalho e fomos para o continente asiático, sobre o qual muitos amigos falaram tantas coisas boas sobre suas experiências de viagens.

Por quais países vocês viajaram?

Começamos no Vietnã depois passamos pelo Camboja, Laos, Tailândia, Myanmar, Malásia, Cingapura e Tibet. Na China estivemos em Pequim, Xangai, Hong Kong, além de termos visitado o Exército de Terracota em Xian. Ainda na China, estivemos em  Guilin, que tem a paisagem clássica chinês, que vemos em quadros de restaurantes típicos: um rio emoldurado por lindas formações rochosas.

Como foi a preparação para a viagem. Você tomou algum cuidado  especial  por estar fazendo esta viagem com uma criança pequena? O que você levou na mala  especialmente nesta viagem?

Estivemos no Instituto dos Trópicos em Düsseldorf para buscar orientações sobre vacinas e levamos um kit de primeiros socorros. Além disso, não tomamos nenhum cuidado especial, até por que nosso filho tomou as mesmas vacinas que nós.

Como foi que você obteve informações úteis para a viagem? Alguma dica de sites na web que foram importantes na busca?

Nos lemos muitos livros e guias de viagens, mas as informações sobre Hotéis e dicas de viagem nós pegamos na Internet. Na Asia praticamente todos os Hotéis possuem websites , onde você pode fazer reservas on-line. Geralmente fazíamos as reservas apenas duas semanas antes de chegamos às cidades, o que sempre funcionou muito bem!

Como foi a experiência de viajar tanto tempo e em países de culturas tão diferentes da sua com seu filho?

As pessoas na Asia são especialmente amigáveis e simpáticas com crianças e não houve problemas nesse aspecto. Sempre tentamos ficar em hotéis com piscina, para que meu filho pudesse brincar. De uma forma geral o programa nos locais era sempre semelhante: acordar cedo, visita aos templos, parques, pontos turísticos, mergulhar ou fazer snorkeling nos locais de praias e por volta das 9 todos já estávamos exaustos e caíamos na cama. Ficamos o tempo todo juntos, o que foi uma ótima experiência, pois nos uniu bastante e formou um espírito de equipe na família. Só nas últimas semanas, o nosso filho começou a reclamar da falta que sentia dos amigos. Normal!!

O que você acha que ele adquiriu ( aprendeu)  nesta viagem? Ele voltou diferente?

Ele ficou mais confiante e aprendeu muito na viagem. Quando olhamos as fotos, ele sempre tem uma história ara contar. Ele viu como as pessoas de outros países são diferentes e tem uma percepção diferente do mundo e da vida. Com certeza, o que mais impressionou ele foram os monges budistas.

Qual  foi , ou foram,  os lugares mais interessantes da viagem? Onde é que o seu filho aproveitou mais e porque?

Ficamos maravilhados com Lhasa e o Palácio Potal e Ankor What no Camboja. A cidade de Hanói é maravilhosamente caótica em contraste com Cingapura , absolutamente rica e limpa. Fizemos uma visita à selva na Malásia e  meu filho ficou impressionado com um passeio que fizemos na Tailândia onde criam-se elefantes para o trabalho e você pode montar neles. Ficamos lá por três dias. De manhã alimentávamos os animais e depois levávamos para o banho em um lago, para levarmos os elefantes até lá, montávamos neles.

E o que ele menos gostou?

Ele se incomodava um pouco por que as pessoas queriam sempre acariciar e passar a mão no cabelo dele (loiríssimo!) e as mulheres queriam tirar fotos com ele.

O que te surpreendeu positivamente?

A autenticidade e simpatia das pessoas. Não tivemos problemas durante a viagem. Nunca fomos roubados, por exemplo. Uma vez esqueci minha câmera fotográfica em um museu, voltei lá e me devolveram normalmente. Achamos tudo muito bem organizado.

 Quais lugares você gostaria de visitar novamente?

Visitaríamos todos os lugares novamente, não houve nenhum lugar que nós falássemos: nunca mais!

Se você tivesse de indicar um roteiro para pais que tem menos tempo para viajar ( geralmente 1 mês de férias), quais lugares você indicaria.

O Vietnam e o Camboja são ótimos lugares para se começar, não são tão turísticos como a Tailândia, mas igualmente interessantes.  Myanmar , por sua vez, é excitante! O Laos é ótimo para os amantes da natureza, pois tem uma floresta tropical bem preservada.

Que dicas gerais você daria para os pais que quiserem realizar uma viagem parecida?

Ler bastante para elaborar um plano geral da viagem, mas é bom deixar algumas brechas para ficar mais dias em um local que foi mais encantador ou visitar cidades que não estavam previstas, mas que você acabou descobrindo só quando estava lá. Esta é a vantagem quando se tem um tempo mais longo de viagem, você pode se dar o luxo de ficar mais tempo nos seus locais preferidos.

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