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Discovery Cove- Uma pausa revigorante

Guardei para o último posto sobre Orlando, o que para mim foi o melhor momento da viagem . Desde criancinha eu tinha o sonho de ter um golfinho. Queria o meu Flipper, para nadar, brincar e viver mil aventuras. Como não sou bióloga marinha nem treinadora de mamíferos marinhos, tive de esperar pela realização deste sonho durante anos. Por isso, desta vez decidi que iria fazer a interação com golfinhos do Discovery Cove mesmo estando em Orlando no inverno.  Foi sensacional!

O maior receio era de estar muito frio ou chovendo no dia marcado. Por isso, lá vai a primeira dica. O parque te dá a chance de remarcar o passeio por questões climáticas, por isso marque sua ida em uma dia no meio da viagem para que você tenha outra opção de data caso chova muito.

Compramos os ingressos que dão direito a outros parques do Grupo ( Sea World, Aquatica e Bush Gardens). Tinha planejado chegar cedo no parque, fazer a interação com os golfinhos, almoçar e partir para o Sea World ou Aquatica para aproveitar o resto do dia.  Não foi o que aconteceu! O parque é tão maravilhoso e relaxante, que passamos o dia inteiro nele e saímos no último minuto.

O sistema é all-inclusive. Pelo preço do ingresso, você terá direito a café da manhã, almoço, lanches e bebidas o dia inteiro ( inclusive alcoólicas), aluguel de roupa de mergulho, snorkel, armários para guardar pertences, etc. Você só vai gastar dinheiro com lembrancinhas , fotos e vídeo do momento que estiver com os golfinhos. Chegue cedo, não só para aproveitar as delícias do parque como também para marcar sua interação com os golfinhos no horário que for mais conveniente.

Ao chegar, os convidados fazem um check-in como se estivessem chegando a um hotel, onde você ganhará credenciais com foto, mapa do parque e instruções gerais sobre sua estadia. Tivemos muita sorte. O dia de inverno estava ensolarado e com temperatura super agradável, mesmo assim todos usamos roupas de neoprene para garantir mais conforto durante os mergulhos.

A organização do parque é impecável, após toamr o seu café da manhã em um Buffet, você é direcionado  para os vestiários, onde são emprestadas toalhas, roupas de mergulho, mascaras e snorkel. Tudo sem estresse, sem filas. O parque tem um número limitado de visitantes por dia para garantir este conforto. Pessoas com necessidades especiais são bem vindas, pois eles oferecem cadeiras de rodas especiais para praia. É preciso apenas avisar no momento da reserva.

Seguimos para a Stingray Lagoon  e o Tropical Reef(lagoa das arraias e barreira de Corais tropicais ) para um mergulho de snorkel. A lagoa é repleta ( repleta !!!!) de peixes tropicais e arraias de varias espécies. Incrível. Mesmo aqueles que estão acostumados com o mergulho ficam fascinados com a diversidade e quantidade de peixes. As arraias são um capítulo a parte, pois são de todos tamanhos e super dóceis. Não há como resistir a um carinho. Todas com o ferrão retirado para não haver problemas. As crianças de todas as idades podem participar. Não há perigo algum. Acredite! Se jogue na água sem medo!

Não se surpreenda se ao final desta lagoa você der de cara com um tubarão ou uma barracuda. Eles estão em outro tanque, separados por um grosso vidro, mas a sensação é que eles estão nadando bem ao seu lado.

Enfim, para os que amam vida marinha, esta é uma oportunidade de estar ao lado de muitos peixes e arraias sem esforço algum. Uma aula de biologia marinha para toda família. Esqueci de falar que no local onde as roupas de mergulho são entregues, eles também emprestam filtro solar e tábuas de peixes. Um pequeno cartaz impermeável que você pode levar para o mergulho para identificar as espécies que encontrar. Relax total! Repetimos o mergulho algumas vezes, entre uma descansada na praia, um drink ou um sorvete.

Você acha que já entendeu por que passamos o dia inteiro por lá? Calma! Ainda tem mais. O parque conta ainda com um rio de água doce levemente aquecida que leva o visitante ao um passeio por dentro de um viveiro tropical de aves. No caminho, cachoeiras, cavernas, lagoas e uma leve correnteza, que te levará pelo leito do rio sem esforço. Aqui é fácil aplicar a máxima das crianças e repetir o passeio de novo..de novo…de novo. Perdi a conta.

Entre um mergulho e outro, chegou a hora da atração mais esperada: a interação com os golfinhos. Somos levados para um quiosque, onde uma treinadora/bióloga passa instruções gerias e informações sobre os mamíferos. Somos então levados em grupo de 7 pessoas para a lagoa, onde acontecerá o grande encontro. Saiba que somente crianças a partir de 8 anos podem participar da interação. Um fotógrafo e um câmera registram tudo. Você terá de pagar a parte por este registro, mas ao final você levará uma bela lembrança com fotos também tiradas por outros profissionais que ficam espalhados pelo parque.

Só de estar em pé nesta lagoa onde os golfinhos estão já nadando já me emociona. Queria tanto este momento que entrei em uma espécie de frenesi. Confesso! Mas, foi tudo que eu imaginava. A interação dura uns 40 min. Recebemos explicações sobre os animais, hábitos alimentares, anatomia, etc. temos a oportunidade de acariciarmos seu dorso, calda, damos beijinho  e participarmos de um show particular, onde eles fazem acrobacias respondendo aos nosso comando que acabamos de aprender. As crianças adoram. O ponto alto é quando somos convidados para nadar com um golfinho. Acredito que este nado durou uns poucos 30s. Fica um gostinho de quero mais. Neste momento queria ficar indo de lá para cá ininterruptamente. Por que não foi possível?? Afinal eu , e toda a torcida do Flamengo, queremos a mesma coisa. Enfim, parece pouco, mas para mim foi mágico.

Foi um dia magnífico! Funcionou como um  pausa refrescante e relax para a correria dos outros parques. O Discovery Cove é um verdadeiro Oasis, e proporciona para toda a família um dia perfeito, daqueles que você lembrará para o resto da vida. Para mim, este foi o grande momento da viagem.

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Sea World – O reino da baleia Shamu

Os apaixonados pela vida marinha tem um lugar especial em Orlando. O Sea World foi inaugurado em 1973 com o objetivo de oferecer aos visitantes um contato próximo com os animais que habitam os oceanos e, ao mesmo tempo, informar sobre a preservação destas espécies e seus habitats.  Esta é uma visita mais relaxada, pois você vai apreciar uma serie de exibições destes animais e observá-los de perto nos diversos setores  do parque. Mas, os viciados em adrenalina, também terão o que fazer, pois aqui se encontram duas montanhas-russas imperdíveis e uma aventura molhada na cidade perdida de Atlândida.

Para acompanhar os shows, fique atento aos horários. As atrações que envolvem animais são realizadas apenas duas vezes ao dia, portanto programe seu trajeto de acordo com os seus interesses. A programação é distribuída na entrada do parque.

O Blue Horizon é um belo show com golfinhos, baleias semi-orcas e pássaros exóticos. Os treinadores se apresentam de forma teatral e acrobática. É muito bonito. Para observar os golfinhos de perto, siga para o Dolphin Cove, onde você poderá alimentá-los (por um preço extra) e observá-los em um imenso tanque.  O local tem ainda um ponto de observação subterrâneo para acompanhar os golfinhos através do vidro. No mesmo setor, mamãe e filhotes podem ser vistos de perto no Dolphin Nursery. As crianças adoram, até por que no local treinadores e biólogos ficam à disposição pra dar informações.

A mais nova atração do parque é a montanha –russa  Manta.  Criada para simular o nado de uma arraia manta, o inusitado é que os passageiros são colocados em um carrinho deitados em baixo das nadadeiras do animal. É muito esquisito e ao mesmo tempo bom.  Vale a pena experimentar. Para ambientar o local Manta, foi criado um enorme aquário com Arraias de todas as espécies,  que pode ser observado enquanto se espera na fila.

A outra montanha-russa do parque é a Kraken. É a mais alta, mais longa e mais rápida de orlando, definitivamente para iniciados.  O carrinho não tem piso e os passageiros ficam sentados com os pés soltos. UAU!  Só para lembrar, minha filha e amiga estão com 11 anos e já tem altura para ir em todas estas atrações. Elas não perderam nenhuma oportunidade e se divertiram muito. Cabe os pais analisarem o perfil dos seus filhos e decidirem se eles podem ir.

Ao lado da Kraken fica a Journey to Atlantis, uma montanha russa molhada, onde percorremos de barco um rio com algumas quedas, reservando maior delas para o final. É para encharcar! Roupas extras são recomendadas, caso contrário, você se verá em seguida comprando calças, shorts e camisetas nas lojas de souvenirs .

Voltando às atrações com animais marinhos, outro show concorrido é o Clyde and Seamore Take Pirate Island, onde o treinador caracterizado de pirata se envolve em muitas brincadeiras com o seu fiel companheiro Clyde, um leão marinho. Durante o show, são apresentados outros animais, como focas, lontras, etc.. Para observar estes animais de perto, o parque criou uma área chamada Pacif Point Preserve.  Existe ainda uma área para a observação de pinguins, Penguin Encounter, peixe-boi,  Manatee Rescue, e tartarugas marinhas, Turtle Point.

Os Tubarões merecem destaque em um enorme aquário, que pode ser observado em um túnel subterrâneo que te deixará bem perto destas criaturas como também de barracudas, enguias e peixes diversos. Para observá-los com calma, almoçamos no Shark Underwater Grill. Este restaurante fica em uma área subterrânea, onde todas as mesas são voltadas para a parede de vidro do aquário. A comida é muito boa e o carro forte são frutos do mar. É necessário fazer reserva. Fizemos a nossa logo que entramos no parque no Guest Center localizado logo após as bilheterias.

Os animais do Artico ganharam uma área reservada chamada Wild Artic. A atração começa com a simulação de um voo de helicóptero, que o levará há uma base cientifica onde você poderá conhecer vários animais que habitam o ártico, como baleias belugas e o urso polar.

Pra finalizar, a principal atração do parque: as grandes, famosas e majestosas baleias orcas. O show das baleias, One Ocean,  foi reformulado depois do acidente. Quando estive por lá em 2008 tive a oportunidade de ver o show anterior , Believe, que mostrava varias interações dos treinadores com as baleias dentro do tanque e  até  tinha um momento que uma criança era chamada para fazer carinho e dar peixe para a Shamu. Coisas impensáveis hoje em dia.  Não posso negar que o show perdeu muito em impacto, mas ainda é uma atração impressionante, por que as orcas são animais incríveis e belos.  Fique atento aos horários dos shows e, se quiser um bom lugar, chegue pelo menos 30 min antes do começo. Os primeiros degraus são chamados de WET Zone. Quem senta lá está disposto a levar banhos das baleias. Não tenha dúvidas que estas pessoas saem de lá encharcadas. Se esta for a sua intenção, jogue-se!

Perto desta atração, os menores podem se divertir no Shamu’s Happy Harbour , que oferece um playground , montanha russa e brinquedos mecânicos para crianças menores, mas que diverte igualmente os pré-adolescentes e adultos.

O dia termina e todos  saímos felizes por termos chegado tão perto destes animais fascinantes. Claro que sempre tem um conflito interno quando pensamos que eles não mereciam estar em cativeiro. Sempre penso nisso, quando vou aos aquários e zoológicos! Mas, ao mesmo tempo, sabemos que aqui eles estão sendo bem cuidados e que o grupo que é responsável pelo parque desenvolve varias ações de preservação e pesquisa da vida marinha. Vale a pena conhecer.

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Um giro rápido por Atlanta

Este ano começou muito bem, pois tirei longas e merecidas férias. O destino principal foi Orlando ( aguardem os posts que virão por aí), mas fizemos uma parada estratégica por Atlanta pois queríamos conhecer o maior Aquário do Mundo, o Georgia Aquarium.  Pegamos um voo pela Delta Airlines, que sempre faz uma escala em Atlanta, e aproveitamos para ficar 2 dias na cidade para conhecermos as atrações. Não é a primeira vez que fazemos isso. Você precisa pagar um pequeno adicional na passagem para fazer esta parada, mas vale a pena quando você quer fazer um giro rápido pela cidade.

As principais atrações turísticas da cidade ficam bem perto uma da outra, o que facilitou o nosso passeio. Escolhemos um Hotel perto deste centro turístico e acabamos fazendo tudo a pé. Ficamos no Hyatt Regency Atlanta, mas a região é cheia de hotéis.

A cidade dispõe CityPass que acaba sendo a opção mais econômica para aqueles que pretendem conhecer mais de três atrações turísticas. O passe pode ser comprado na bilheteria de qualquer uma das atrações incluídas no programa ou pela internet.

A visita começou pelo Centennial Olympic Park, inaugurado na ocasião dos Jogos Olímpicos de 1996, foi elaborado para ser uma área de lazer para os moradores da cidade. O parque  tem aproximadamente 85 mil metros quadrados e fica aberto diariamente com entrada gratuita. São vários pontos com esculturas e monumentos que remetem aos Jogos Olímpicos, como a estátua do Barão de Coubertin e um monumento em homenagem aos medalhistas com blocos de granitos com o nome de todos eles gravados. Uma boa diversão para as crianças é ficar procurando o nome dos brasileiros que ganharam medalhas naquele ano.

Mas, o ponto alto do parque é a fonte dos anéis olímpicos. Adultos e crianças se divertem com o show das águas e interagem com a fonte pulando para dentro dos anéis enquanto  as águas são ritmicamente desligadas e ligadas. O desafio é participar da brincadeira e não sair molhado. Tarefa para poucos.

O parque é um grande ponto de encontro da cidade e abriga uma vasta programação cultural e esportiva, com concertos e festivais durante todo o ano. Pegamos o parque ainda com a decoração de Natal e com um rinque de patinação aberto durante todo o dia.

Algumas das principais atrações da cidade ficam ao redor deste parque. O World of Coca-cola, o Georgia Aquarium e a sede da CNN. O refrigerante mais famoso do mundo foi criado em Atlanta, em 1886, pelo farmacêutico John Pemberton, devidamente homenageado com uma estátua localizada em uma praça batizada com seu nome, onde fica o museu e o aquário.

O World of Coca-Cola é muito interessante mesmo para quem não é devoto da bebida gasosa de fórmula secreta. O visitante vai conhecer detalhes da história do refrigerante, contada por obras de artes, propagandas, patrocínios de eventos (Jogos olímpicos)  e objetos inspirados pela marca.

Além disso, uma série de brincadeiras interativas  convida os visitantes a desvendar o segredo da fórmula da coca-cola, dentro de uma sala que representa o cofre que guarda este tesouro. O museu ainda tem um cinema 4D, uma demonstração sobre o processo de engarrafamento e uma sala onde é possível experimentar refrigerantes e bebidas regionais produzidas nos cinco continentes. Provamos várias coisas, da Inca Cola até refrigerantes africanos com misturas de frutas exóticas. Confesso que ficamos um pouco decepcionados em ver o Brasil representado  pelo Nestea Diet de Pêssego. Ficamos nos perguntando o que houve com o Guaraná Kuat???? Na saída, difícil é resistir a lojinha de souvenirs. Mas, quem está na chuva…

Deixamos para o dia seguinte o nossa atração principal. O Georgia Aquarium foi o causador desta parada, portanto mereceu uma atenção especial. O aquário é atualmente o maior do mundo, o único que tem 4 tubarões baleia em um tanque.

O local mantém além do tanque principal, com tubarões, raias mantas e grandes  peixes dos oceanos, um local reservado para animais de águas geladas ( pinguins e belugas), um show de golfinhos, filme 3D sobre o oceano, uma seção dedicada aos rios, aos mares tropicais e o Geórgia Explorer, onde onde os pequenos podem interagir com animais tocando em arraias, moluscos, tartarugas, etc. Tudo com voluntários á disposição para dar explicações sobre os animais e os habitats de cada espécie. Destaque para o local que exibe os pinguins. Você pode entrar engatinhando em um túnel de vidro para ver os animais bem de pertinho. As crianças adoram!

A visita é tão interessante e interativa que acabamos passando praticamente o dia inteiro no aquário. O passeio superou nossas expectativas. Só faltou mergulhar no tanque, o que é permitido uma vez ao dia para  felizardos dispostos a pagar US320,00 e que tem carteira de mergulho com tanque. O aquário oferece também interação com baleias belugas e programas de vistas para crianças aos bastidores na companhia de biólogos, atividade indicada para crianças que falam inglês fluente.  Ficamos sabendo no local, que há uma programação de pernoite no aquário, onde todos assistem palestras e no salão de observação do tanque principal.

O nosso giro pela cidade parou por aí. Mas existem outras atrações que devem ser bem interessantes como o Zoo de Atlanta (com um casal de Pandas), o Mudeu de História Natural de Fernbank, o High Museum of Art, visita aos bastidores da CNN além do memorial de Martin Luther King, nascido na cidade. Quem sabe em uma outra visita.

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Praia de Pipa

A praia de Pipa está localizada a 85 km e Natal , no município de Tibal do Sul. A proximidade da capital faz com que muitos turistas façam um passeio de um dia ( bate e volta) para conhecer o balneário. O lugar é tão lindo e repleto de praias para todos os estilos, que eu recomendo passar alguns dias se hospedando nas pousadas charmosas encontradas por lá. Estivemos em Pipa em 2003, quando Clarice tinha 2 anos e meio, e ficamos três dias. Ficou um gostinho de quero mais, por isso espero poder voltar lá em breve.

A origem do nome  Pipa  tem duas versões. A primeira diz que o nome indígena significa “entre duas águas” (já que é cercado pela Lagoa de Guaraíras e o Oceano Atlântico). A segunda diz que o nome foi dado pelos portugueses, pois no local há uma enorme rocha em formato de barril. A praia começou a ficar mais famosa na década de 80 por ser um ótimo local para a prática de surf, mas existem também opções de praias tranquilas onde é possível fazer caminhadas, trilhas, passeio de bugue, caiaque, passeios a cavalo entre outras atividades. Este litoral é também frequentado por  golfinhos e tartarugas que podem ser facilmente encontrados nas praias e em mergulhos. Impressionante!  Passamos a tarde inteira na praia de do Madeiro na companhia de golfinhos que pescavam tainhas tranquilamente na arrebentação. Quem me conhece melhor, sabe que isso para mim é a definição do paraíso.

Nos hospedamos na ultra charmosa Toca da Coruja, pousada que faz parte da Associação Roteiros de Charme, que naquela época aceitava crianças. Hoje a pousada hospeda apenas jovens acima de 12 anos. Além e belíssimas instalações, o grande charme da pousada é o café da manhã,  servido em um local aberto, onde, além de estar em contato direto com a mata atlântica, você pode se deliciar com pães, broas e tapiocas  saídas diretamente do forno de lenha. O restaurante Oca da Toca é sofisticadíssimo e merece ser visitado  mesmo que você não esteja hospedado na pousada.

Da próxima vez que eu for, gostaria de me hospedar no hotel  Sombra e Água Fresca que fica no alto da falésia, e tem uma vista deslumbrante de 360 graus de paisagem desimpedida. Este hotel fica perto da  praia favorita dos golfinhos.

Além de relaxar nas praias próximas a Vila (praia do Amor, Curral, Madeiro, etc) vale muito a pena contratar um passeio para conhecer todo o contorno do litoral mais ao sul e ir até a fronteira com o estado da Paraíba. Fizemos este passeio de buque, o que foi uma grande aventura com uma criança de dois anos de meio.  Mas, a beleza das paisagens e a ajuda do motorista , que fez todas as paradas no nosso ritmo, fez com que o passeio tenha sido um dos mais maravilhosos que já fizemos.

O passeio começa no Chapadão, um caminho por cima das falésias que mais parece uma paisagem de outro planeta, com fendas e crateras na terra vermelha característica da região. O carro vai atravessando este caminho acidentado margeando o mar. A vista é deslumbrante! Em seguida faz-se uma parada na lagoa de Coca-cola. Não me lembro se ela tem outro nome, mas este apelido é devido à cor da água idêntica ao refrigerante. Seguimos em direção á Baia Formosa e Barra do Cunhaú, onde o rio encontra o mar e pode-se mergulhar nas águas salobras   e mornas. No caminho, passamos pelo coqueiro mais reto no Rio Grande do Norte. A foto diz tudo.

O passeio vai seguindo pelas praias até à divisa com a Paraíba, onde paramos no Ombak,  um misto de cachaçaria, restaurante e botequim, onde fica-se com o pé na areia  para degustar quitutes locais e  mais de 20 tipos de cachaça de todo Brasil envelhecidas em tonéis de madeira. O ideal é pedir uma seleção  de pastéis e empadas com  diversos tipos de recheios e pedir uma caipirinha. Isso é que é vida!

Além da natureza única e exuberante, a vila de Pipa tem vários atrativos gastronômicos e lojinhas charmosas. Vale dar uma passeada no final da tarde e início da noite. Escrevendo este post  cheguei a conclusão que está mais do que na hora de voltar lá.

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Um Giro pelas Dunas de Natal

O estado do Rio Grande do Norte tem muitas maravilhas, mas a capital Potiguar já reúne atrações que a fazem um passeio completo. Estive por lá duas vezes com a minha filhota.  A primeira vez ela tinha 2 anos e meio, depois voltamos no ano passado e passamos dois dias na cidade antes de seguirmos para Noronha.  Natal é única, por que, além das belíssimas praias, oferece aventuras deliciosas no complexo de Dunas de Genipabu, a oportunidade de conhecer o maior cajueiro do mundo e  a Barreira do Inferno, base da Força Aérea Brasileira para lançamentos de foguetes,  entre outras atrações.

Prato Principal – As Dunas

O Parque Turístico Ecológico Dunas de Genipabu  é um grande playground ao ar livre. Trata-se de um grande complexo de dunas, lagoas e uma APA ( área de proteção ambiental) , localizado no município de Extremoz,  a vinte quilômetros do centro de Natal. É um passeio para o dia inteiro. Já saímos do Rio com o bugueiro reservado (infelizmente não guardei o contato dele para passar para vocês!), mas é possível agendar o passeio por meio de operadoras credenciadas encontradas na internet ou indicadas pelos Hotéis.

Marcamos a saída do Hotel cedo, para aproveitar bem o dia. O Bugueiro pega você no hotel. A aventura começa no próprio veículo. As crianças adoram andar sentindo o vento no rosto e balançando a cada buraco do terreno irregular que enfrentamos no caminho. Os motoristas/guias credenciados são bastante conscientes e fazem o passeio de acordo com a preferência do turista. Com emoção, se vocês quiserem manobras radicais e chacoalhação,  e Sem emoção, se vocês preferirem mais tranqüilidade. Como minha filha e as primas já estão grandinhas, fomos com emoção, mas com algum comedimento. Quando estive lá na outra vez, fiz o passeio sem emoção, pois a Clarice era muito pequena, mas foi lindo e especial do mesmo jeito.

Colocamos nas crianças camisetas com proteção UV da UV line ( de cores claras para refletir  o sol  e evitar calor) e bonés bem apertados e presos no queixo ou no rabo de cavalo. Os óculos escuros são essenciais, não só pela luminosidade, mas também para evitar areia nos olhinhos. Mas, nada disso vai evitar várias reposições de filtro solar durante o dia inteiro. Leve bastante água e lanchinhos, mas saiba que no percurso você vai poder se abastecer sem problemas em bares e restaurantes espalhados pelo local.

A diversão se inicia na travessia  do rio Potengi , o Buggy é colocado em uma balsa, e barqueiros vão remando até o outro lado do rio onde começa o parque das Dunas.  Ambulantes começam a aparecer na fila para vender água e sacos enormes de castanha de caju ( doce e salgada). Compre, pois estas castanhas, além de deliciosas, foram saboreadas durante todo o passeio.

A paisagem é impactante. Dunas enormes, entremeadas por lagoas de águas azuis e doces. A primeira parada é em um local onde você pode passear de dromedários.  As crianças foram, é claro! Todas colocaram turbantes árabes e ficaram felizes em fazer um percurso de menos de 500m.  Na verdade é  uma experiência  surreal, dependendo do ângulo você pode se sentir no Saara ou acordar e ver que ao fundo você está nos trópicos em uma linda praia com águas azuis e coqueiros.

Seguimos então para a Lagoa de Pitangui. Procure uma mesa no Bar da Lagoa e aproveite para comer uns petiscos. A lagoa é rasa e se tiver sorte, você vai conseguir se sentar em uma mesa diretamente na água. Enquanto você se delicia com pasteis de siri e camarão, pequenos peixes ficam nadando entre os seus pés.  No local é possível alugar caiaques e experimentar uma tirolesa que te leva a cair dentro d’água.

Os moradores da região e os turistas que ficam mais tempo acabam passando o dia inteiro no local, que é  também acessível por uma estrada sem passar pelas dunas.  A lagoa é ideal para as crianças menores. Quando a Clarice era pequenininha, fiquei um tempão nesta lagoa, por ela se divertiu muito correndo atrás dos peixinhos. Enquanto isso, meu marido foi dar uma volta sozinho nas dunas com mais emoção.

Continuamos o passeio pelas Dunas fixas onde estão localizadas as lagoas de Genipabu e Jacumã.  Paramos em uma duna, para onde foi transferido o “skibunda” ( antes praticado em Jacumã) .  Uma delícia, você sobe até o alto da Duna em escorrega até um lago artificial sentado em uma tábua de madeira, como se fosse um tobogã natural. Perdi a conta de quantas vezes as crianças subiram e desceram.

A segunda etapa fica na lagoa de Jacumã. Lá praticamos o “aerobunda”, uma tirolesa enorme que te leva diretamente para o meio da lagoa. O mais divertido é voltar para o topo da duna em banco de praça de metal puxado em um trilho por um motor de fusca.  Criatividade dos guias locais! Todos da família se divertem, difícil é saber a hora de parar!

O passeio continua e é hora de fazermos uma parada para almoço. Ficamos no restaurante Naf Naf, situado em Jacumã, com um abundante rodízio de carnes, frutos do mar. Terminamos o passeio com mais uma volta nas dunas móveis, desta vez com um pouco mais de emoção. As gargalhadas  das meninas a cada curva acentuada e descida radical foram impagáveis.  O dia terminou e voltamos para o Hotel exaustos mas basicamente felizes.

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A aventura de Max pela Asia

Fiquei fascinada com a aventura de um casal de amigos alemães que viajaram por 4 meses com o filho de 5 anos pela Ásia. Eles moram em Düsseldorf, Alemanha. Ano passado ficamos hospedados na casa deles durante nossas férias. Eles tinham voltado há pouco tempo da viagem, e  ficamos encantados com as fotos e histórias que eles compartilharam conosco. Por isso, resolvi fazer uma entrevista virtual com a Sabine para ela contar um pouco da sua experiência.

Como surgiu a idéia de fazer a viagem para a Asia com a família?

Nós estávamos pensando o que poderíamos fazer com nosso filho, Max, antes que ele começasse o primeiro ano na escola. Como gostamos muito de viajar, resolvemos transformar um sonho em realidade: tiramos uma licença de 4 meses no trabalho e fomos para o continente asiático, sobre o qual muitos amigos falaram tantas coisas boas sobre suas experiências de viagens.

Por quais países vocês viajaram?

Começamos no Vietnã depois passamos pelo Camboja, Laos, Tailândia, Myanmar, Malásia, Cingapura e Tibet. Na China estivemos em Pequim, Xangai, Hong Kong, além de termos visitado o Exército de Terracota em Xian. Ainda na China, estivemos em  Guilin, que tem a paisagem clássica chinês, que vemos em quadros de restaurantes típicos: um rio emoldurado por lindas formações rochosas.

Como foi a preparação para a viagem. Você tomou algum cuidado  especial  por estar fazendo esta viagem com uma criança pequena? O que você levou na mala  especialmente nesta viagem?

Estivemos no Instituto dos Trópicos em Düsseldorf para buscar orientações sobre vacinas e levamos um kit de primeiros socorros. Além disso, não tomamos nenhum cuidado especial, até por que nosso filho tomou as mesmas vacinas que nós.

Como foi que você obteve informações úteis para a viagem? Alguma dica de sites na web que foram importantes na busca?

Nos lemos muitos livros e guias de viagens, mas as informações sobre Hotéis e dicas de viagem nós pegamos na Internet. Na Asia praticamente todos os Hotéis possuem websites , onde você pode fazer reservas on-line. Geralmente fazíamos as reservas apenas duas semanas antes de chegamos às cidades, o que sempre funcionou muito bem!

Como foi a experiência de viajar tanto tempo e em países de culturas tão diferentes da sua com seu filho?

As pessoas na Asia são especialmente amigáveis e simpáticas com crianças e não houve problemas nesse aspecto. Sempre tentamos ficar em hotéis com piscina, para que meu filho pudesse brincar. De uma forma geral o programa nos locais era sempre semelhante: acordar cedo, visita aos templos, parques, pontos turísticos, mergulhar ou fazer snorkeling nos locais de praias e por volta das 9 todos já estávamos exaustos e caíamos na cama. Ficamos o tempo todo juntos, o que foi uma ótima experiência, pois nos uniu bastante e formou um espírito de equipe na família. Só nas últimas semanas, o nosso filho começou a reclamar da falta que sentia dos amigos. Normal!!

O que você acha que ele adquiriu ( aprendeu)  nesta viagem? Ele voltou diferente?

Ele ficou mais confiante e aprendeu muito na viagem. Quando olhamos as fotos, ele sempre tem uma história ara contar. Ele viu como as pessoas de outros países são diferentes e tem uma percepção diferente do mundo e da vida. Com certeza, o que mais impressionou ele foram os monges budistas.

Qual  foi , ou foram,  os lugares mais interessantes da viagem? Onde é que o seu filho aproveitou mais e porque?

Ficamos maravilhados com Lhasa e o Palácio Potal e Ankor What no Camboja. A cidade de Hanói é maravilhosamente caótica em contraste com Cingapura , absolutamente rica e limpa. Fizemos uma visita à selva na Malásia e  meu filho ficou impressionado com um passeio que fizemos na Tailândia onde criam-se elefantes para o trabalho e você pode montar neles. Ficamos lá por três dias. De manhã alimentávamos os animais e depois levávamos para o banho em um lago, para levarmos os elefantes até lá, montávamos neles.

E o que ele menos gostou?

Ele se incomodava um pouco por que as pessoas queriam sempre acariciar e passar a mão no cabelo dele (loiríssimo!) e as mulheres queriam tirar fotos com ele.

O que te surpreendeu positivamente?

A autenticidade e simpatia das pessoas. Não tivemos problemas durante a viagem. Nunca fomos roubados, por exemplo. Uma vez esqueci minha câmera fotográfica em um museu, voltei lá e me devolveram normalmente. Achamos tudo muito bem organizado.

 Quais lugares você gostaria de visitar novamente?

Visitaríamos todos os lugares novamente, não houve nenhum lugar que nós falássemos: nunca mais!

Se você tivesse de indicar um roteiro para pais que tem menos tempo para viajar ( geralmente 1 mês de férias), quais lugares você indicaria.

O Vietnam e o Camboja são ótimos lugares para se começar, não são tão turísticos como a Tailândia, mas igualmente interessantes.  Myanmar , por sua vez, é excitante! O Laos é ótimo para os amantes da natureza, pois tem uma floresta tropical bem preservada.

Que dicas gerais você daria para os pais que quiserem realizar uma viagem parecida?

Ler bastante para elaborar um plano geral da viagem, mas é bom deixar algumas brechas para ficar mais dias em um local que foi mais encantador ou visitar cidades que não estavam previstas, mas que você acabou descobrindo só quando estava lá. Esta é a vantagem quando se tem um tempo mais longo de viagem, você pode se dar o luxo de ficar mais tempo nos seus locais preferidos.

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Fernando de Noronha – Passeios e Atrações


Noronha é considerada patrimônio natural do Brasil. Os visitantes do  arquipélago tem a possibilidade de observar e ficar muito perto de  golfinhos, tartarugas marinhas, peixes e aves marinhas, em meio à uma paissagem exuberante. É um passeio para quem ama o oceano e a natureza e se sente à vontade em interagir com a fauna local. Hoje, a infra-estrutura da ilha está muito mais desenvolvida – com hotéis, pousadas e restaurantes charmosos –  mas o grande luxo e atração desta viagem é o contato com a natureza.

Além disso, a visita é uma ótima oportunidade para despertar a consciência ambiental de adultos e crianças. A área de preservação ambiental tem normas rígidas, com o objetivo de preservar o frágil equilíbrio do ecossistema da ilha. Desta forma, desde os funcionários das pousadas, guias credenciados, fiscais do Ibama até os moradores da ilha são preparados para fornecer aos turistas explicações sobre a fauna e flora local e os cuidados a serem tomados para preservá-la. Você vai sentir parte de um documentário do Discovery Channel. Sem exageros!

Mas, é bom preparar as crianças para este contato íntimo com a natureza, para que elas não se assustem o tempo todo que um animal chegar perto. Oriente as crianças para observar mas sem tocar nos animais, por uma questão de segurança de ambos. Isto vale para as trilhas e também para os mergulhos. Uma moréia não vai fazer nada se ninguém resolver cutucá-la na sua toca.

Você já foi apresentado a uma Mabuia?  Trata-se de um é um réptil simpático, curioso e aparentemente sempre faminto, endêmico da ilha. Elas estão por toda a parte, em busca de comida, portanto mantenha suas bolsas e mochilas sempre fechadas para não ter surpresas. E o Teju? Este lagarto foi trazido para a ilha pelos militares e causou um grande desequilíbrio ecológico (hoje as aves só colocam ovos nas ilhas secundárias para evitar o réptil), provavelmente vocês vão avistá-lo em alguma trilha.

Palestras no Tamar – Para obter informações sobre a fauna e flora da ilha não deixe de assistir as palestras que acontecem no Centro de Visitantes do Projeto Tamar todos os dias  a partir das 20h. Lá as crianças poderão entender melhor não só sobre as tartarugas, mas também conhecer os detalhes sobre os golfinhos que freqüentam a ilha, a história da ilha, etc. O local é um ponto de encontro todas as noites e lá você também poderá agendar passeios com os guias credenciados que levam os turistas pelas trilhas que só podem ser feitas com acompanhantes.

Praia do Atalaia   – Quem não gostaria de mergulhar num aquário natural com menos de um metro de profundidade? A Praia do Atalaia é uma das principais atrações da ilha. O acesso á praia é controlado. Somente seis grupos de até 20 pessoas por dia podem visitar o local de acordo com o horário da maré. O agendamento é feito pelas operadoras de turismo ou com a ajuda da recepcionista da sua pousada. Marque este passeio logo que você chegar na ilha, para não ter a decepção de tentar muito em cima da hora e não conseguir vaga.

Dois fiscais organizam a descida dos grupos a partir do início da trilha, na Vila do Trinta. Todos os grupos são conduzidos por um guia – e cada um acompanha, no máximo, seis pessoas. O nosso guia, Chico Bala foi ótimo. Fotógrafo com equipamento subaquático profissional, ele tirou fotos ótimas do nosso grupo enquanto mergulhávamos.

No ponto de encontro da trilha tem um quiosque onde você pode alugar equipamento de mergulho e comprar câmeras subaquáticas descartáveis. Compre! Pois em poucos lugares você vai ter a oportunidade de fazer fotos tão incríveis debaixo d’água. Alugue coletes salva-vidas para as crianças. Mesmo que elas saibam nadar bem, eles são indicados para auxiliá-las na flutuação. Durante o mergulho, os fiscais orientam para que ninguém pise no chão para não danificar os corais.

São duas opções de passeios: a trilha curta tem 1.800 metros de caminhada (ida e volta). Indicada para crianças, a trilha é bem tranqüila. Na caminhada longa, percorrem-se 3.800 metros, de quatro a cinco horas, acrescentando ao trajeto da trilha curta paradas na Piscina da Pontinha e na Praia Caieira. O passeio é maravilhoso. Fiz sem a minha filha na outra vez que estive na ilha. È  indicado para crianças maiores e esportivas e, lembre-se de usar aqueles sapatos ou sandálias que falei no outro post, pois em muitos momentos vocês vão andar sobre pedras.

Chegando na praia do Atalaia, você vai mergulhar em uma piscina natural que na verdade funciona como um berçário para os peixes e espécies da região. São  três tipos de corais 27 espécies ornamentais de peixes, quatro de esponjas, quatro de moréias, e filhotes de tubarão-limão. Sim, filhotes de tubarões são comuns no local e não há problema algum. Mergulhe! Nunca houve acidentes no local. Apenas olhe, observe, fotografe e aponte, mas não toque em nada. Não só para não danificar os corais, mas também para garantir sua segurança. É mágico!

OBS: as fotos são todas do nosso passeio ! Inclusive a do Tubarão. Estes somos nós debaixo d’água.

Passeio de barco ( 90% de chance de avistar golfinhos!) – Nós viemos aqui para conversar ou para ver golfinhos? Desde criança que eu sonho com o meu Flipper, portanto quando vou a Noronha minha meta é clara!

Saiba desde já que a espécie  que freqüenta a ilha é o golfinho rotador. Espécie de hábitos noturnos, eles chegam às centenas todos os dias bem cedo para descansar na baía dos golfinhos ( ao lado da baia do Sancho), que também é utilizada para as mães cuidarem dos filhotes e para a reprodução. O fenômeno é raro, só acontece em outra baía semelhante no Havai, por isso o local é interditado para mergulho e vistas de barcos de turistas.

Os golfinhos que são vistos seguindo os barcos de turistas ao redor da ilha são machos que tem a função de desviar os barcos da entrada da baia. O serviço é feito direitinho e os turistas ficam encantados. Os barcos com os turistas saem do Porto Santo Antônio, e percorrem o  Mar de Dentro até a extremidade da ilha –  Ponta da Sapata. Na volta há uma parada na Baía do Sancho, quando vocês poderão praticar um pouco de snorkel. Durante mais ou menos três horas, você  vai ter uma visão privilegiada da ilha e passar por locais onde só é possível visualizar de barco, como o mapa do Brasil que é formado em uma fenda na rocha na ponta da sapata e a caverna que faz um barulho semelhante a um rugido de leão toda vez que o mar entra na fenda.

O ponto alto acontece quando os golfinhos passam a seguir o barco. As chances de isso acontecer são imensas. Não conheço ninguém que fez o passeio e não avistou golfinhos. Caso isso venha acontecer justamente com você, simplesmente repita o passeio, pois no outro dia eles vão aparecer. Embora a vontade seja de gritar, contenha-se. Se vocês conseguirem observar o espetáculo em silêncio maiores serão as chances deles ficarem por perto. Nos primórdios do turismo na ilha, era possível cair no mar para nadar entre eles, mas isto é terminantemente proibido hoje me dia. Quem for avistado mergulhando no mar é multado. Existem fiscais em diversos pontos da ilha com binóculos que se encarregarão de dar o flagrante. Uma dica: converse com o seu pediatra sobre remedios de enjoo que podem ser utilizados para passeios de barco.  Até mesmo os adultos menos acostumados podem precisar.


Museu dos Tubarões
– Perto do Porto você deve visitar  este museu, onde as crianças e adultos  podem aprender mais sobre os diferentes tipos de tubarão em painéis ilustrados e admirar várias mandíbulas e esqueletos que dão uma boa idéia do tamanho dos animais.  Não deixe de provar o bolinho de tubalhau, com gosto semelhante ao de bacalhau, feito com a carne do peixe salgada.  No jardim atrás do museu, esculturas divertidas que remetem ao trono de netuno, rabos de baleias e arcadas de tubarões rendem boas fotos.  Além disso, o local funciona como mirante para observar o famoso Buraco da Raquel, uma rocha com uma fenda onde, como conta a lenda, se escondia uma filha de um militar durante crises depressivas.

Na parte de trás do museu fica a Capelinha de São Pedro e as ruínas do Forte de Santo Antônio, ali, durante a maré baixa é possível avistar tubarões em uma enseada localizada atrás da capela. Vale a pena ir lá cedo para ver os animais, mesmo que  de longe.

Forte dos Remédios – Um bom local para se visitar a tarde. O forte está em ruínas, mas algumas torres e canhões estão preservados. Hoje em dia, este também é um lugar de observação para os biólogos do projeto do golfinho rotador, que geralmente estão disponíveis para dar informação aos visitantes sobre os golfinhos. A vista, como sempre é deslumbrante. Atenção! Alta concentração de mabuias.

Forte (Mirante) do Boldró – este é um ponto de encontro clássico para admirar o por do sol.  O local tem um bar com musica ao vivo, mesas e tendas para atender os visitantes.  A vista é aquela clássica de Noronha, com o morro do pico à direita e os dois irmãos à esquerda. Em determinadas épocas do ano, é possível ver o sol se por entre os dois morros. Mas a foto e visual que todo turista quer é o do sol se pondo diretamente no mar.  É possível, mas o mais comum é que na hora H apareça uma nuvem ou uma ligeira névoa e o sol se ponha atrás das nuvens. Os locais brincam dizendo que o fenômeno se chama Eclipse Nuvial.

Trilha dos Golfinhos – esta trilha não precisa de guia. O local é bem sinalizado e, ao longo do caminho, existem placas explicativas sobre a flora e a fauna da região. Ao final, no  mirante da Baía dos Golfinhos, você vai encontrar os biólogos do projeto do golfinho rotador, que podem dar explicações sobre o trabalho que eles desenvolvem na ilha. Eles também emprestam binóculos para observar os grupos chegando na área protegida. Mas, uma ressalva, os golfinhos entram na baia bem cedo, por volta das 5 da manhã. Se você chegar lá durante o dia você vai observá-los, mas bem de longe, pois o posto de observação é alto. A imagem pode ser bem abstrata para as crianças. Sinceramente, coloquei isso na balança e não levei a minha filha lá nesta vez.

Por outro lado, vale apena fazer a trilha na outra direção para avistar a  Baía do Sancho e a Baía dos Porcos do alto. É aquela foto clássica que todo mundo tem quando vai visitar a ilha. O visual é de tirar o fôlego e a trilha é bem tranquila para ir com crianças. Leve água, chapéu e aproveite. No final da trilha há as ruínas do Forte São João Batista construído em 1737, com uma gameleira ( árvore típica da ilha) que tem uma sombra incrível. Um bom local para um pequeno lanche, mas não esqueça de recolher todo o seu lixo.

Cavalgadas – Existe algumas opções para passeios a cavalo em Noronha. Se os seus filhos estão habituados  a cavalgar, esta pode ser uma maneira bem interessante de conhecer a ilha. Conheço dois passeios que são oferecidos: pelas praias (percorrendo as praias do mar de dentro – Boldró, Bode e Cacimba do Padre) e Capim- Açu ( esta é especial, mas bem difícil. O percurso pode ser também feito a pé, mas é indicado para quem está acostumado com trilhas longas, além de terrenos acidentado). Se você pretende fazer este tipo de passeio, lembre-se de colocar roupas adequadas na bagagem.  Informe-se na pousada sobre guias e preços.

Mergulho de snorkel com guia – Eu e minha família temos o hábito de mergulharcom snorkel e já tínhamos visitado a ilha outras vezes. Mas peguei esta dica com uma amiga que contratou um guia para levá-la aos melhores pontos de mergulho com snorkel. Pode ser uma boa opção para quem está praticando o esporte pela primeira vez. Ela indica o Emerson Nilson. Tel.:+55 81 9656-8142. O email dele é emerson3.2@hotmail.com.

Aquasub ou Planasub – esporte inventado na ilha, em 1997. Também conhecido como  “mergulho a reboque”,  é feito com o uso de máscara, snorkel e prancha de acrílico. O turista é rebocado por barco ou lancha sobre áreas de concentração de vida marinha e naufrágios. É muito legal. Eu fiz nas outras vezes que estive na ilha, mas confesso que fiquei insegura em fazer com a Clarice. Embora ela seja bastante esportiva, fiquei com medo de ela não ter força/firmeza suficiente nos braços para ser puxada por uma lancha.

Mergulho com cilindro (batismo)- existe muita controversia sobre qual é a idade recomendada para uma criança fazer mergulho com cilindro. Conversei com o pediatra da minha filha, que não fez nenhuma restrição ( ela estava com 9 anos). O problema é que minha filha teve uma sinusite duas semanas antes da viagem ( até levei antibiótico para a ilha). Assim, abrimos mão do mergulho com clindro, que ficará para uma próxima oportunidade.  Mas, já fiz o batismo lá em Noronha e foi sensacional.  No batismo, o instrutor vai ao seu lado o tempo todo e controla os equipamento. Você só tem que aproveitar a experiência. Fui com a operadora Noronha Divers . Na ocasião tinham duas familias no barco e as crianças mergulharam sem problemas. São grandes as chances de ver tubarões.

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